O que cai da rede na cama de gato, um blogue a partir do Porto sobre os media, a música e o mundo
10.2.10

A minha coluna não dobra ao ponto da deformação, isso faz com que os músculos que a suportam fiquem a doer mas o certo é que a gaja mantém-se direita - apesar da barriga e dos esforços - surpreendendo os médicos. E porque a minha coluna não dobra, ontem tive de passar deitado a parte do dia em que era suposto estar de cima para um teclado a mandar bitaites. Por exemplo sobre a manifestação vestida de branco. Enganei as dores apenas para anunciar, e brincar, com a Todos pela Liberdade, mas não consegui explicar mais a sério a minha posição sobre a manif, as tramas do Estado (e quem está de turno), os seus promotores e a liberdade de imprensa, para chegar a uma conclusão: Nem aceito a forma como o Estado se imiscui, nem aceito os pressupostos da manif, num post com o título "Nem-nem". Isto de ter uma coluna que não deforma tem que se lhe diga.

 

Hoje, já refeito, percebo que não vale a pena já escrever o texto e me basta colocar links dos posts da Joana Lopes, do Miguel Serras Pereira, do Rui Tavares e sobretudo do Zé Neves e do pessoal do Arrastão. ACT: E esta crónica do Manuel António Pina e, já agora, esta

 

Também eu acho que os documentos revelados pelo "Sol" põem uma questão política e não jurídica, e também que essa questão é a da liberdade de informação. Como o foi - o meu mal é andar por jornais há muito tempo - quando, sem desfiles de branco, Marques Mendes ditava à RTP o alinhamento do Telejornal e Cavaco procurava calar o "Independente", ou quando o PCP fez o mesmo à "República". Depois, quero crer que direitos políticos, económicos e sociais são inseparáveis, que não há liberdade sem igualdade nem igualdade sem liberdade. Já o "vestidos de branco" é folclore; prezo de mais a singularidade e a individualidade para gostar de fardas.

 

link do postPor filinto, às 09:48  comentar

9.2.10

Francesco Cocco, Afeganistão.

 

link do postPor filinto, às 19:42  comentar

Manifestação  "Todos pela liberdade", dia 11 de Fevereiro às 13h30, em frente à Assembleia da República. Só para informar, não vou.

 

Dresscode aqui.

 

link do postPor filinto, às 18:10  comentar

8.2.10

O Público noticia hoje que o "segundo Governo de José Sócrates já nomeou 1361 pessoas desde que assumiu funções no final de Outubro". Claro que se pode falar em diminuição do desemprego, mas para isso não se ia buscar colaboradores já empregados (mesmo que em sectores distantes das funções para as quais foram requisitados).

link do postPor filinto, às 13:55  comentar

Os responsáveis da pasta da Economia do Governo espanhol estão hoje em acção de relações públicas junto "dos mercados", e dos media como o FInantial Times, para mostrar que a Economia espanhola não tem nada a ver com a grega. Nos últimos dias, governo, patronais e sindicatos negoceiam uma base comum que não traga as pessoas para a rua. E eu pergunto-me: Como é que ficou aquela história da Madeira?

 

link do postPor filinto, às 10:08  comentar

7.2.10

As acusações de tortura que muitos detidos bascos fazem, e normalmente são desconsideradas, foram oficializadas pelo procurador de S. Sebastião. "As lesões produzidas em Igor Portu - que teve de ser hospitalizado por elas - e a Mattin Sarasola foram resultado das torturas após a sua detenção", cita o jornal Gara a Fiscalía de Gipuzkoa. Os dois alegados elementos da ETA, imputados pelo ataque no parque de estacionamento do aeroporto de Barajas, foram seviciados e torturados em nenhures não para obter uma confissão, mas por, escreve o procurador citado pelo El Pais, estarem "conmocionados por el asesinato de dos miembros de la Guardia Civil que se había cometido dos semanas antes en la localidad francesa de Capbreton por miembros de esa misma organización terrorista".

 

link do postPor filinto, às 23:28  comentar

O caminho de encruzilhadas da Esquerda independentista basca, trabalho de tese no Deia.

 

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link do postPor filinto, às 23:02  comentar

Na TSF, ontem à noite, o presidente do Observatório de Segurança insistiu que há algum tempo que anda a repetir que a existência da uma base da ETA em Portugal é uma "possibilidade muito forte".  Apesar disso, mostrou-se, na ocasião, surpreendido com a quantidade de explosivos que haviam sido encontrados! José Manuel Anes, cuja posição sobre a base da ETA ficou explicita aqui (e confirmada nesta entrevista), reclama agora uma intervenção do Governo no sentido de acalmar a população (citando depois os locais onde as policias estão a investigar). Diz à Lusa: "É altura de o Governo se pronunciar, porque senão será estar a negar uma evidência sobre a qual não há dúvidas". O Governo já se pronunciou, embora sem dizer em que locais as policias andam a fazer buscas.

 

Algumas declarações de Rui Pereira, na altura em que foram detidos dois alegados membros da ETA, foram entretanto reiteradas no Twitter e alguns blogues para criticar o Governo.

 

link do postPor filinto, às 22:27  comentar


 
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