agora estou a postar aqui.
"Antonio Machado escribió aquello de 'Caminante, no hay camino / Se hace
camino al andar'. Y es lo que estamos intentando: andar y hacer camino,
hacer camino y andar. La jornada será larga, pero no nos desanimaremos.
Cada día llegaremos, cada día partiremos. Más allá, siempre más allá"
Escreveu no seu caderno o - como lhe chama Zack de la Rocha - "irmão" José Saramago.
E quem diz irmão, diz camarada.
Até amanhã, irmãos, darei notícias se for para as dar, pois este blogue acabava bem assim.

Uma conversa sobre como cinco anos de alemão redundaram em perceber muito pouco da língua levou-nos ao caso das aprendizagem de línguas estrangeiras na escola. E não é que conhecemos vários casos de alunos que acham o espanhol "muito difícil"? Saugnäpfe!
Estou a ver A Guerra, sobre a Operação Mar Verde. Joaquim Furtado, depois de informado que o 22 de Novembro é feriado nacional na Guiné Conakry, perguntou ao Estado Português qual é a posição oficial sobre esta operação secreta com militares portugueses, guineenses de Bissau e da Conakry. Questionou o Ministério da Defesa, que disse não ser um assunto seu por ser um país estrangeiro. Questionou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que disse não ter responsabilidade para comentários esses dados históricos. Questionou a Presidência da República, que disse que essa posição deve ser dada pelo Governo. A Operação Mar Verde foi em Novembro de 1970.
Um sinal de como os telejornais estão tão, mas tão, maus é que hoje, ao jantar, depois de um injecção de meia-hora de selecção + vuvuzela + tony carreira + publicidade + selecção + vuvuzela + tony carreira + publicidade estive um pedaço a pensar se haveria ou não de dizer alguma coisa sobre o assunto a quem tem a paciência de me ler. Acabei por mandar um bitaite pequeno no Twitter e no Facebook. E arrependi-me logo. Acaba por ser normal infotainment não noticioso. Tão normal que acabámos por pensar se valerá a pena sequer incomodarmo-nos a alinhavar meia dúzia de palavras sobre o assunto. Só nos incomodámos quando as coisas mudam para pior, quando se mantêm más se calhar não vale a pena.
Não vou à manifestação de hoje em Lisboa porque estou a trabalhar. Não estou a ser irónico, é mesmo isso. Não sei se sabem, mas a maioria dos manifestantes de hoje vão/podem ir precisamente por ser sábado. Não há já aquele argumento de que só iam às manifestações os que não queriam trabalhar.Não há já frases feitas de idiotas úteis, agora é preciso argumentar a sério. Não há piadas que funcionem no quadro que vivemos hoje. Não há paciência para os que protestam pela greve dos transportes mas não protestam contra os aumentos dos transportes. Não há piadolas que substituam a realidade.
Não tive razões no passado recente para ir a manifestações como a que hoje se realiza. Não tinha nenhuma razão para não ir à manifestação nacional de hoje, a não ser o facto de ser em Lisboa e de eu estar a trabalhar.
É hora de dizer "não". E não é o não de quem quer mudar o mundo ou de quem quer levar a sua avante - não estaria lá para defender o PCP, o Bloco, a CGTP ou o PP - mas o não do "assim não", o não do não-militante que extendeu a sua compreensão até onde pôde e que entende não a pode extender mais. Assim não.
O Chefe de Estado do Mali foi à apresentação do álbum "I speak Fula" de Bassekou Kouyate. Não será normal, mas o nome do Presidente é Amadou Toumani Traore, por isso...*
* Claro que também pode ser um disparate meu e Amadou seja o José local e Toumani e Traore sejam o Santos e Silva do Mali.

Se o jogo Pac man fosse a economia mundial, os políticos eram o dito cujo e os especuladores/investidores eram os os fantasminhas. Em determinadas alturas ele anda atrás deles, mas a maior parte do tempo são eles que o perseguem. Feliz aniversário e Viva o Google.
When one voice rules the nation
Just because they're top of the pile
Doesn't mean their vision is the clearest
The voices of the people
Are falling on deaf ears
Our politicians all become careerists
They must declare their interests
But not their company cars
Is there more to a seat in parliament
Than sitting on your arse
And the best of all this bad bunch
Is shouting to be heard
Above the sound of ideologies clashing
Outside the patient millions
Who put them into power
Expect a little more back for their taxes
Like school books, beds in hospitals
And peace in our bloody time
All they get is old men grinding axes
Who've built their private fortunes
On the things they can rely
The courts, the secret handshake
The Stock Exchange and the old school tie
For God and Queen and Country
All things they justify
Above the sound of ideologies clashing
God bless the civil service
The nations saving grace
While we expect democracy
They're laughing in our face
And although our cries get louder
The laughter gets louder still
Above the sound of ideologies clashing
Above the sound of ideologies,
Above the sound of ideologies,
Above the sound of ideologies clashing
Com razão, no grande debate sobre o jornalismo na RTP – que foi o Prós e Contras sobre as escutas – Henrique Monteiro dizia a João Marcelino que lhe faltava experiência no relacionamento com os políticos pois tinha estado muitos anos no desporto. O director do Diário de Notícias reagiu, sentindo-se ofendido com o que entendeu ser mais uma vez a velha mania dos jornalistas da "informação geral" de diminuírem os camaradas do desporto. Eu creio ter percebido bem o director do Expresso – que aliás logo pediu desculpa se eventualmente seria mal entendido. O jornalista cor-de-rosa não é igual ao desportivo, nem este é igual ao de política, nem este é igual ao de cultura, nem este é igual ao do local.
Com razão, os jornalistas de política (ou de informação geral) criticam os seus camaradas do desporto por atitudes demasiado passivas perante as suas fontes de informação, nomeadamente os clubes de futebol e os dirigentes associativos relacionados com o futebol. As situações por que passam em conferências de imprensa, em jogos ou em estágios roçam muitas vezes o incompreensível, sendo provavelmente resultado de uma certa má-formação das fontes (e dos jornalistas) e do clima de informalidade e amadorismo que durante anos se criou na área – onde nunca trabalhei e, por isso, posso estar a ser injusto. Por isso, muitas vezes, se reclama nas redacções que o “pessoal do desporto” reaja perante os clubes, não permita ser mal-tratado, proteste e eventualmente faça ele próprio blackout às conferências de imprensa ou à publicidade product placement dos clubes.
Com razão. Por isso, e com a mesma razão, os jornalistas todos, incluindo os do desporto e os da “informação geral” deveriam agora criticar os camaradas da política, os que trabalham na Assembleia da República, por não reagirem perante o que sucedeu com a retirada dos gravadores aos jornalistas da Sábado. E dizê-lo com a mesmo frontalidade que diziam que “era o faltava aturar as conferências de imprensa do Pinto da Costa”, “quem é o Manuel Vilarinho para impedir a entrada da SIC?” ou “por que raio o Costinha não deixa os jogadores do Sporting falar no final do jogo”. Ou com mais frontalidade ainda. Um acto daqueles não pode não ser crime (sim, escrevi bem) e aconteceu na casa das leis por um deputado da nação. E repito o que uma vez disse a um camarada do desporto e o que repeti a mim mesmo quando me senti pressionado: Quem não se dá ao respeito, não se respeita.
A desculpa das perguntas serem ofensivas não cola e a defesa da peregrina tese do deputado por pessoas inteligentes, bem formadas e defensoras das liberdades só os envergonha e (re)classifica.
Embora o conteúdo deste post já tivesse sido aflorado no Twitter e Facebook, decidi escrevê-lo hoje porque li que “Deputados decidem não discutir furto de gravadores de Ricardo Rodrigues” – onde a vice-presidente da bancada do PS diz que, a discussão e não a acção do deputado, está "a passar um limite que não é razoável e estamos a dar um espectáculo da Assembleia da República que não me parece admissível nos dias que correm" - e a reacção de indignação do Sindicato dos Jornalistas. A reacção dos deputados é de um tal corporativismo que só merecia mesmo uma reacção corporativa de quem foi verdadeiramente ofendido. Não deixemos que a má-formação e a informalidade do trato branqueie o inaceitável.
Na foto Sérgio Vinagre, que pressionou um funcionário da câmara de Vizela.
@esgravatar
Outros

Confesso que como pai fiquei meio às aranhas com a história da professora que se despiu para uma produção da revista Playboy -- como observador também, mas isso é apenas porque acho as produções da Playboy muito fraquinhas (ou então é da impressão, não sei). Será que eu poderia aceitar que o meu filho estivesse numa sala de aula com uma professora que se despe?
Apanhei a notícia já desenvolvida e já com muitas opiniões proferidas sobre o assunto e tive de desligar, parar e pensar, nem que fosse apenas um bocadinho. Tentei fazê-lo. Tentei compreender o sobressalto social, o porquê da perda de confiança na professora e, depois, de que forma os seios afectariam a música. E só vi as fotografias ontem.
Ora, a revista é para adultos, por isso não é compreensível que as crianças tenham tido acesso a elas. E mesmo que as tenham fotografado com o telemóvel, como escreve o JN, “e durante dois ou três dias” se tenham entretido “a trocar imagens”, alguém lhes deve ter dado acesso à revista. E, se acreditarmos no jornal, percebemos que o sobressalto, aliás, só se dá duas ou três semanas depois da revista ser publicada e ter esgotado, desses “dois ou três dias”. “O assunto morreu" até que o director do Agrupamento de Escolas tomou conhecimento do caso e solicitou à Câmara que tomasse "uma atitude". Resultado: a professora é afastada, a notícia chega às capas dos jornais, devidamente acompanhada das fotografias que estavam escondidas no interior da revista, e já todos os miúdos ficaram a saber quão jeitosa é a professora de música.
E se ela é professora de música, não estou a ver precisamente em que é que as fotografias da Playboy influenciam as suas aulas, ela não aparece sequer a tocar harpa. Ou será que os críticos e o agrupamento de escolas e a câmara para os quais "aparecer numa revista sem roupa não é compatível com a função de professora e de educadora” pensam que ela se despe nas aulas? Que dará aulas de stripping?
Voltando ao início, será que eu poderia aceitar que o meu filho estivesse numa sala de aula com uma professora que se despe? Sim. Mas, pelo contrário, teria alguma dificuldade em aceitar que o meu filho tivesse uma professora de música que tocasse o "pisca-pisca". Ou uma professora de artes que acreditasse que os chakras e os cristais determinam a nossa vida, as emoções ou o raciocínio dos miúdos (bem, se acreditarem influenciam, claro). Ou uma professora de cidadania que defendesse os dogmas da Igreja Católica, ou de qualquer igreja. Mas esses deboches mentais não se despem para a Playboy, encontram-se noutras publicações, igualmente pouco recomendáveis. Publicações como as que denunciando a professora de Mirandela se tentam aproveitar das suas fotos para vender e manter a hipocrisia. Não seria melhor perguntar simplesmente se era boa professora?
Os jornais sérios
Ao procurar informações sobre o acontecimento li uma série de dados interessantes. Por exemplo, no site do i soube que a “curiosidade de alunos, professores e população foi inevitável e a revista esgotou em Mirandela no primeiro dia em que chegou às bancas”, o que demonstra que, ao contrário do que todos pensávamos, não só as revistas não estão em crise como as pessoas sabem antecipadamente o que ali vai ser publicado – uma situação que me deixa a mim algo embaraçado, por raramente conheço sequer as meninas que posam nas capas, fará as que posam dentro.
O Correio da Manhã, sempre atento às mudanças radicais de costumes estão a fazer ao país, apresenta na sua edição on-line duas notícias sobre o assunto, sendo o segundo logo apimentado com fotogaleria.
Já o JN deu-lhe condimento. Segundo a notícia, os jovens da escola primária são muito precoces pois “os alunos trocaram fotos” da professora que “"gosta de dar nas vistas", que "não sai de casa com qualquer trapinho", nem mesmo quando "está só a cortar a relva do jardim de casa dos pais", onde vive”. Será que estaria mesmo a pedi-las?
O DN diz-nos que “Bruna sempre foi uma rapariga extrovertida, e que vestia com um certo "arrojo". No entanto, foi uma rapariga com a cabeça no lugar, tendo como sonho o mundo do espectáculo”, pegando nas palavras de uma amiga. E depois de falarem com a mãe e com a amiga lá foram incomodar a avó, neste caso vale a sinceridade do relato: “Ludmira, 79 anos, é avó de Bruna, recusa-se a falar. No entanto, a expressão é triste e nota-se que enfrenta a reportagem do DN com lágrimas a correr pela face, pede desculpa e afasta-se rapidamente, expressando: "Já estou arrependida de ter aberto a porta."”
Felizmente que nas redes sociais online há menos hipocrisia e no tempo que demorei a escrever este post (umas 16 horas) o grupo de apoio à professora passou de 16 mil para 26 mil subscritores, aos quais me junto.
Farto de comentários publicitários, eles passam a necessitar de aprovação para serem publicados.
O Esgravatar não morreu, mas é certo que só me lembrei dele hoje, quando se me acabam as férias.
O artigo da Wikipédia de Julieta Venegas destaca-lhe a versatilidade. Confesso que sempre foi daquelas estrelas latinas que ouvi e segui. Até que a apanhei a vocalizar com Bajofundo esta coisinha, simples.
Ouvi-a uma dúzia de vezes e sempre me atraiu a forma como ela eleva a voz. É preciso saber, chamar-nos para a canção. E tinha ficado vagamente esquecida até que apanhei, algures, um álbum antigo de Mastretta, e que tinha, entre outras, a colaboração de Alaska e Ana Belen. Luna de Mel tem a voz de Julieta Venegas no seu melhor tema, precisamente Luna de Miel.
Na semana passada, ou por aí, apanhei... algures (é da idade, desculpem), um dueto com Otto para a banda sonora do filme "Solo Dios Sabe". O vídeo era este.
Há outros duetos e colaborações desta americana que quando me voltar a passar pelos ouvidos vai precisar de mais atenção.
Tiago Capitão, Mão Morta, Pesadelo de Peluche, 2010
Sexta-feira, o ganapo trazia novidades da escola. A caminho do barbeiro, fiquei a saber que tinha feito uma BD sobre o 25 de Abril, lá na escola, e inventado um slogan: "O regime caiu e os pides levaram um pontapé no rabo e foram embora". O Salanzar era muito mau, e o que o substituiu, o Manrezano, também, mas o pior de todos era o Hitler. Podia ter-lhe dado a conhecer o senhor Estaline, mas estava deliciado a ouvi-lo. À noite, curiosamente pouco tempo depois ter chegado lá a casa um dos reaças-amigos, saiu-se com um "o povo unido nunca mais será vencido". Não soube explicar de onde vinha, o reaça olhava para mim desconfiado da minha surpresa, mas estava mesmo surpreendido. Pelo que percebo, agora, quando a frase do título surgiu lá nas folhas da escola ele lembrou-se da versão 99 Posse que de vez em quando se ouve aqui por casa.
As movimentações militares e populares no 25 de Abril de 1974 na cidade do Porto são o tema da exposição fotográfica “A Revolução está na rua!” que o Sindicato dos Jornalistas inaugura na próxima sexta-feira, dia 23 de Abril, às 21h30, no Ateneu Comercial do Porto.
As imagens, captadas pelos jornalistas Pereira de Sousa e Bruno Neves entre a manhã da Revolução e os festejos do 1.º de Maio de 1974, na Avenida dos Aliados, marcam um período singular na história do Porto e de Portugal.
A exposição, que vai estar patente ao público entre o dia 23 de Abril e 2 de Maio, retrata o golpe militar, com a ocupação do Aeroporto do Porto, do Rádio Clube Português, e a movimentação do Povo, que foi tomando conta das ruas.Momento significativo, já no dia 26 de Abril, foi a ocupação da delegação da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE). Os populares, que se concentravam nos Aliados, dirigiram-se ao edifício, na Rua do Heroísmo, dispostos a libertar os presos políticos que ainda lá se encontravam. Os militares foram obrigados a intervir, libertando os prisioneiros e evacuando os agentes da polícia, depois de algumas horas de grande tensão.
Numa altura em que a consciência política dos portuenses explodia, os instantâneos de Pereira de Sousa e de Bruno Neves revelam sobretudo a alegria popular pela deposição do regime fascista.
Um dos momentos altos deste período foi o 1.º de Maio, na Avenida dos Aliados, uma das maiores concentrações populares de que há memória no Porto.
A abertura da exposição, que pode ser visitada nas salas do Ateneu entre as 14h00 e as 23h00, de sexta a domingo, será assinalada por um encontro entre o historiador Gaspar Martins Pereira e o jornalista Manuel Dias que, além do presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia, contará também com a presença dos autores das imagens.
O encontro, com entrada livre, será na Sala de Leitura do Ateneu Comercial do Porto, no dia 23 de Abril, às 21h30. Pretexto para uma reflexão sobre aqueles sete dias que abalaram o Porto, quando a Revolução chegou às ruas.

...
– Foi necessário muito mais que engenho, tenacidade e invenção. Foi necessário 1 milhão de metros cúbicos de concreto, e foram necessárias 100 mil toneladas de ferro redondo, e foram necessários milhares e milhares de sacos de cimento, e 500 mil metros cúbicos de areia, e 2 mil quilômetros de fios.
– E 1 milhão de metros cúbicos de brita foi necessário, e quatrocentos quilômetros de laminados, e toneladas e toneladas de madeira foram necessárias. E 60 mil operários! Foram necessários 60 mil trabalhadores vindos de todos os cantos da imensa pátria, sobretudo do Norte! 60 mil candangos foram necessários para desbastar, cavar, estaquear, cortar, serrar, pregar, soldar, empurrar, cimentar, aplainar, polir, erguer as brancas empenas...
– Ah, as empenas brancas!
– Como penas brancas...
– Ah, as grandes estruturas!
– Tão leves, tão puras...
...

Fotos: Congresso de Brasília (DW/Wikimédia). Texto: Sinfonia de Alvorada, de Vinicius.
Não vou agradecer ao Niemeyer nem ao Lúcio Costa que isso seria idiota.
À procura de um grupo no Facebook que partilhasse a minha estranheza pelo Alice de Tim Burton ter sido feito em 3D, descobri:
1/ Que há uma moda, com grupos de seguidores e de detratores, de usar os óculos 3D sem lentes, no dia-a-dia (exemplos 1 e 2).
2/ Que se está a reunir um grupo de gente que tentou apanhar a borboleta no fim do filme. Se ainda fosse ver o cogumelo crescer eu aderia mas, lá está, o cogumelo a crescer dispensou o 3D.
3/ Que há o grupo "When i first heard about Alice In Wonderland in 3D, i pee'd a little!".
O livro de fronhas no seu melhor.

dizia a minha mamã. E quem diz jogar à bola diz... andar de skate.
"Uno se siente rejuvenecer con actos como este". Las palabras de un jubilado, bastón en ristre, ilustran a la perfección el espíritu de la concentración organizada por la Asociación para la Recuperación de la Memoria Histórica (ARMH) en apoyo del juez Baltasar Garzón que a partir de hoy, 14 abril, y hasta el próximo día 22, se celebrará a diario en la Escuela de Relaciones Laborales de la calle de San Bernardo. Es un acto de justicia, pero también de memoria en una fecha tan especial para el espíritu republicano: muchos entran de nuevo en la lucha antifranquista, tantos años después.
Es una vuelta al pasado: de nuevo un 14 de abril hay que luchar contra los restos de una dictadura, de nuevo hay que reivindicar la labor de aquellos que lucharon contra el franquismo y que fueron víctimas de ella. Diez horas al día, de lunes a viernes, para lanzar un mensaje claro: el franquismo no puede quedar impune mientras se juzga al juez que quiso iniciar una causa contra sus crímenes. Esa es la idea que ha empujado a muchos ciudadanos a acercarse hasta la calle de San Bernardo y estampar su firma para pedir que impere la justicia universal y "proclamar que juzgar el franquismo no es delito", como dice Carlos Gallego, un voluntario anónimo que quiere aportar su granito de arena a la causa.
O aniversário da proclamação da 2.ª República Espanhola coincide com o ataque ao juiz Baltazar Garzon e à recuperação da memória histórica, repúblicana e/ou democrática. O que obriga a pontuar a memória.
O Motor, um dos jornais que pertenciam ao mesmo dono de O Primeiro de Janeiro, independentemente do nome da empresa que o geria, fechou. A administração, que independemente dos nomes que faziam parte dela, era chefiada por uma única pessoa, "não pagava aos seus jornalistas e paginadores... Ou melhor, pagava-lhes aos bochechos e em suaves prestações... vários meses depois do que deveria", escreveu-se na página de abertura online do jornal, ontem (segundo o google news)."Como se isso não bastasse, mesmo depois de alguns deles terem deixado a empresa", esta "manteve a prestação à Segurança Social, como se [os trabalhadores] ainda estivessem ao serviço". O que "impedia e impede", escreve-se ainda no site do jornal, "estes ex-trabalhadores de terem direito ao subsídio de desemprego".
Novos desenvolvimentos no processo de O Primeiro de Janeiro merecem um comunicado dos jornalistas despedidos ilegalmente em 2008.
Empresário Eduardo Costa acusado pelo Tribunal de Gondomar
O empresário que tem gerido o jornal «O Primeiro de Janeiro» nos últimos vinte anos foi acusado, em Fevereiro, pelo Tribunal de Gondomar de fuga ao fisco. Eduardo Costa, juntamente com o administrador Pereira Reis, é acusado do crime de abuso de confiança, por retenção na fonte de importâncias de IRS e IVA, referentes aos anos de 2002 a 2008, durante a administração da empresa Sedico – Edições de Comunicação SA (antiga O Primeiro de Janeiro SA).Ao todo, não entregaram ao Estado mais de 2 milhões de euros.
O processo teve origem em 2006, quando a empresa mudou a sede para uma morada fictícia, em Gondomar. Mesmo assim, o Ministério Público do Tribunal de Gondomar demorou quatro anos a produzir acusação, deixando prescrever o crime de abuso de confiança para parte das importâncias de IRS e IVA referentes aos anos de 2002 a 2005, não encontrando prova documental para o ano de 2007. São mais de 167 mil euros que o Ministério Público considera perdidos para o Estado.
Apesar de a acusação recair sobre Eduardo Costa, o empresário de Oliveira de Azeméis não figurava na estrutura accionista da empresa, mesmo sendo reconhecido publicamente como o seu presidente. O administrador Pereira Reis, que se assumiu como “testa de ferro” de Eduardo Costa, fez diversas participações contra o seu conterrâneo na PGR, no DIAP do Porto e mesmo na secretaria do Tribunal de Comércio de Gaia, que declarou a insolvência da Sedico, ainda em 2008.
A Sedico, entretanto, tem os seus bens à venda, por propostas em carta fechada, num processo contestado pelos jornalistas despedidos ilegalmente há dois anos, que se constituíram credores da empresa. Em causa está o espólio fotográfico do jornal centenário e o arquivo das edições entre 1868 e 1990, encontrado na casa do pai de Eduardo Costa, em São Roque, Oliveira de Azeméis.
Os jornalistas contestam as avaliações do espólio fotográfico e do arquivo das edições do jornal, porque não sabem quem as fez, nem em que data. Também desconhecem quem são e o que fazem os quatro trabalhadores da Sedico, que estão no lote do activo a alienar pelo valor base de 223 mil euros.
Os jornalistas de «O Primeiro de Janeiro», ilegalmente despedidos no Verão de 2008, estranham todo este processo e pediram ao juiz do Tribunal de Comércio de Gaia que retirasse a presidência da Comissão de Credores a Eduardo Costa, estando ainda a aguardar por uma decisão. O empresário, enquanto responsável pela cooperativa Editorialcult, CRL (antiga Folha Cultural, CRL), apresentou-se como principal credor da Sedico; juntamente com a irmã, Lúcia Jesus Costa, reclamam da empresa que geriram, uma verba de cerca de 8 milhões de euros. Os créditos dos jornalistas e gráficos e outros trabalhadores ascendem a 840 mil euros.
Redacção muda para a Rua de Santa Catarina
Entretanto, «O Primeiro de Janeiro» já mudou novamente de empresa proprietária e transferiu a sede para o n.º 489, na Rua de Santa Catarina, Porto, para um edifício que alegadamente pertence a Eduardo Costa. O jornal é detido agora pela Globinóplia Unipessoal Lda (uma empresa de locação de propriedade intelectual e produtos similares, detida na totalidade pela Gadgetresult SGPS, SA) e é editado pela Cloverpress, Lda. (uma sociedade detida pela Folio Comunicação Global Lda. e pela Gadgetresult). Para trás fica a Caderno Digital, uma empresa de Ovar que foi comprada e gerida por Eduardo Costa, mas que ainda detém a propriedade do título, de acordo o registo de publicações da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
«O Primeiro de Janeiro» continua a ser produzido por quatro jornalistas com salários em atraso. Estes profissionais estão vinculados à Norte Press – Comunicação Social, Lda., Fólio – Comunicação Global, SA, e Sedico – Serviços de Comunicação, SA. Nenhum tem contrato com as novas empresas, Globinóplia e Cloverpress, tal como não tinham com a Caderno Digital. A Autoridade das Condições de Trabalho, por diversas vezes chamada a intervir, nunca conseguiu pôr cobro a esta situação.
Com a mudança das instalações para o edifício na Rua de Santa Catarina, teme-se que o espólio fotográfico do jornal, que ficou na Rua de Coelho Neto, e que está às ordens do Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, esteja em risco de ser destruído ou degradado.
Porto, 12 de Abril de 2010
Jornalistas despedidos ilegalmente
do Jornal «O Primeiro de Janeiro»
Conversa telefónica verídica entre jornalista de televisão e um assessor de imprensa, no Jornalistas de Sofá.
Parece que o (outro) congresso do PSD está a acabar. Tive dois momentos que, televisivamente, passei por lá, para mal dos meus pecados. No primeiro deles, fiquei a saber que Marco António Costa, que estava ao lado de Passos Coelho, "é uma referência do Norte e do País" No segundo, vi (que não ouvi) Luís Filipe Menezes ser o grande apoiante de entre os antigos líderes, ou seja, o ex-líder que queria ultrapassar PS e Sócrates pela Esquerda é o grande apoiante do líder que será o mais à Direita de sempre. É o PPD/PSD.
Há umas semanas, chegado a casa do trabalho, apanhei uma estranha hashtag no twitter: #palavrassaudosas. Quem quisesse, e se lembrasse, partilhava vocábulos que tinham desaparecido do seu dia-a-dia. A experiência foi fenomenal: regionalismos, localismos, palavras absolutamente desconhecidas, obscenidades... surgiu de tudo. Ontem, estava eu a preparar-me para desligar o computador e dormir quando a hashtag #concertosmemoraveis começou a aparecer com insistência na minha timeline. Resultado? Deitei-me às duas da manhã, buscando memórias, algumas das quais provavelmente perdidas não fosse aquela interacção, e imaginando vivenciar as memórias de outros. É isto que o Twitter tem e que é irrepetível, seja nos blogues, no Facebook ou em qualquer dos "talks" (MSN, Gtalk, o chat do FB). Uma rede social, de facto.
Se quiserem pesquisar os concertos dos participantes, vejam este link.
ERROR! A editora decidiu bloquear o vídeo, que pode ainda ser visto aqui.
O novo vídeo de Erykah Badu, Window Seat, foi filmado em Dallas, inspirado pelo filme sobre a morte de JFK. Foi multada e arrisca-se a um ano de prisão.
ACTUALIZAÇÃO:
a brincadeira da Wanda Seykes
Embora não tenha sido noticiado, nem no site da autarquia do Porto, a Biblioteca Muncipal de S. Lázaro tem em exposição parte do seu espólio sobre Alexandre Herculano.
Um grupo de notáveis internacionais subscreveu um documento em defesa da saída negociada para a paz no País Basco e pede ao Governo espanhol que abra os olhos às propostas que a Esquerda Basca tem colocado em cima da mesa. Pede ainda que a ETA declare um cessar-fogo unilateral e que se coloque, também a organização, ao lado da Esquerda Abertzale. O resultado deste esforço, no contexto actual, será decerto inglório.
Ex-bispo do Funchal considera "exagero" as críticas feitas à Igreja pelos casos de pedofilia: "todas as classes têm defeitos deste género". "Se formos ver em proporção, a Igreja é a que tem menos, se bem que tenha maior responsabilidade", justificou. O prelado disse viver-se uma "época em que se difundem todas as formas de imoralidade" e em que "a sociedade fica um pouco gangrenada". "Muitos destes casos são casos de doenças muito profundas que ainda não sabemos explicar nem recuperar", denunciou. D. Teodoro de Faria, bispo do Funchal entre 1982 e 2007, recordou ainda o "problema difícil" que foi a condenação do padre Frederico por homicídio de um menor do qual teria abusado sexualmente.
Não sei se é mais obscena a incapacidade para reconhecer e criticar se a cobarde formulação escolhida - exagero, as classes, a proporção, a culpa da época, da imoralidade, da sociedade gangrenada (?).
-¿Y el PCE tiene futuro todavía con Izquierda Unida?
-En este país hay lugar para un partido a la izquierda del PSOE. El PCE no lo ocupa, y en cuanto a Izquierda Unida, ha vivido tantas crisis internas que está muy debilitada. En mi opinión, haría falta una nueva formación.
-¿Por qué fracasó el PCE?
-El PCE es un tipo de partido que ya no corresponde a esta época. En Francia, el PCF llegó a ser el primer partido del país y sin embargo ya no cuenta en las elecciones. Hace falta una nueva izquierda, que recoja la tradición del PCE, con el comunismo y el movimiento obrero, pero adecuado a esta época. Un partido que critique al capitalismo de hoy, no al de hace 90 ó 100 años. Y conste que el capitalismo de hoy es peor que el de aquella época.
Cristo parou em Eboli, onde a estrada e o caminho-de-ferro abandonam o mar e a costa de Salerno para entrarem na desolada terra da Lucânia. Cristo nunca chegou até aqui, como não chegou o tempo, nem a alma individual, nem a esperança, nem a relação entre causas e efeitos, nem a razão. Nem a história. Ninguém tocou esta terra a não ser como conquistador, como um inimigo ou um visitante que não a entende. A esta terra obscura, sem pecado e sem redenção, onde o mal não é de origem ética mas sim uma dor terrena que está para sempre nas coisas, Cristo não desceu. Cristo parou em Eboli.
Carlo Levi em "Cristo parou em Eboli". Não li o livro, mas fiquei fascinado com o filme de Francesco Rosi que vi, e gravei, há uns anos no Hollywood, numa noite de insónia. As pessoas que vivem alheias a Roma não querem saber do Estado, só querem que o Estado não as chateie. Mas o Estado, e as convenções de quem nele manda, está em todo o lado. Hoje, em 2010, mesmo em Eboli. O Estado já chegou onde Cristou não foi. Parou, ficou à porta.
Não consigo adormecer com música, a música desperta-me os sentidos, não me acalma. A leitura por vezes não me deixa dormir, prende-me até ao amanhecer. Adormeço muito bem com debates. Debates sobre futebol, sobre uma treta qualquer... sobre política, sobre politiquice. Adormeço tranquilamente com debates de politiquices, porque tenho a garantia de que o Mundo não mudará de um dia para o outro e tenho a garantia que não perderei nada de interessante se entretanto adormecer justa e profundamente. Hoje vai ser rápido.
A televisão espanhola La Sexta estreou recentemente o programa Geração Ni-Ni. É apenas mais um reality show, ou um docureality como lhe chama o Publico, mas é um sinal dos tempos dos encalhados jovens de Espanha, o país com a mais elevada taxa de desemprego da UE. "Ni" em castelhano significa "Nem" e o programa vai mostrar uma geração, ainda não quantificada, dos que Nem trabalham, Nem estudam. Serão mais do que isso os Ni-Ni, que estão hoje numa reportagem do mesmo jornal, Anais, Coe e Pablo.
A congregação religiosa Legionários de Cristo reconheceu nesta sexta-feira que seu fundador, o mexicano Marcial Maciel Degollado, abusou sexualmente de seminaristas e teve três filhos com duas mulheres diferentes. (ler também no ElPais)
O Back Story da CNN, confesso, faz-me confusão. O Back Story, supostamente, conta as estórias por detrás das notícias que a CNN cobre. Vê-se as notícias de um jornalista embed - embebido - no exército americano no Iraque nas notícias e, depois, no Back Story, vê-se os bastidores desse embebido. Ou seja, monta-se uma realidade a partir de umas imagens que, supostamente, são notícia e depois monta-se uma realidade a partir de imagens que, supostamente, são a estória da notícia. No fundo, é a construção da construção e uma nova forma de entreter com máscara de jornalismo.
Se tivesse tempo, ia passar algum tempo a matraquear argumentos com este senhor. O Jorge ganhou mais dois nomes e perdeu uma inicial, mas continua reaccionário - ora veja-se o seu primeiro post no Manual dos Maus Costumes.
A mente retorcida de Jorge Lopes de Carvalho, e a sua vontade argumentativa, levam-no a misturar a morte de Zapata em Cuba com a ideia de Comunismo e a justificar a Pedofilia na Igreja com a imperfeição do Homem, como diria o próprio, é um argumento "muito moderno"... para quem gosta da Fox ou do Jornal de Sexta.
Contudo, como digo, não tenho muito tempo, por isso discordo mas não irei contraditar.
O Governo vai recorrer em 2010 a mais trabalhadores precários para fazer face às necessidades da Administração Pública, com um aumento substancial na verba inscrita no Orçamento do Estado para este propósito. De acordo com o documento, o Governo prevê 384,3 milhões de euros para contratar trabalhadores a prazo e a recibos verdes – ou seja, com um vínculo precário – num aumento de 106 milhões de euros face à verba de 2009. O Executivo tem garantido que combate o trabalho precário na Administração Pública mas os números revelam que a aposta para 2010 não passa pelos contratos sem termo.
Um repórter de cadeirão da RTP, que acompanha o trânsito, disse há minutos que o trânsito está mau "por causa desta história da greve", sem sequer dizer qual era a greve. Eu acho que as manhãs da RTP são más por causa das histórias dos repórteres de cadeirão. Actualização: na Antena1 explica-se que há uma série de acidentes que condicionaram o trânsito.
De repente, vejo Cavaco no Euronews. Páro. Era o Limpar Portugal.


Este fim-de-semana foi o de não-arranque da campanha presidencial de Cavaco Silva, ontem na iniciativa Limpar Portugal, hoje plantando uma árvore no Palácio de Belém, depois de, há duas semanas, com a visita à Catalunha, ter sido o fim-de-semana do não-anúncio da candidatura. Hoje foi também o dia da não-concordância de Pedro Silva Pereira com Cavaco Silva que me fez lembrar como Cavaco Silva, em 1991, não-defendeu a candidatura de Mário Soares.
Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.
É melhor do que o Lucy in the Sky with Diamonds. E eu sou benfiquista. Precisamos de uma nova letra.
Ainda não tinha colocado aqui o link para a reportagem O Dilema Basco de Nuno Amaral para a TSF. Com sonoplastia de Luís Borges.
Em solidariedade com José Lello, os 510 mil desempregados que forem convidados a aceitar alguns dos 19 mil empregos disponíveis - mesmo abaixo do salário mínimo nacional - devem exigir como contrapartida ter um computador pessoal com que possam estropiar em protesto.

Artista coloca touros em cima das vacas da CowParade (link e foto Folha Online)
O site do Matthew Herbert anuncia que está pronto o primeiro dos três discos que vai editar em 2010. O ONE ONE, um tudo em um, incluindo vozes, que sairá em Abril. Os outros - que depois de ouvir este Leipzig precisamos de saber dos outros - são ONE CLUB "made entirely from sounds recorded in one night at the robert johnson night club in frankfurt on september 30th 2009. the results can be heard summer 2010" e "ONE PIG is a record made out of the life cycle of a pig. release will be late 2010".
O regime da Coreia do Norte executou na semana passada o ex-director das Finanças do Partido dos Trabalhadores, Park Nam-gi, devido ao fracasso da reforma monetária, informou a agência sul-coreana Yonhap. Park foi fuzilado em Pyongyang por acusação de "ter levado à ruína a economia do país de forma de planificada". Fontes da Agência referiram que lhe foi atribuída a culpa do fracasso da reforma que conduziu ao descontentamento social e teve um efeito negativo na preparação da possível sucessão ao poder de Kim Jong-eun, filho mais novo de Kim Jong-il.
Traduzido do Público.es,
via @hugomabarca no Twitter.
Vídeo da Penguin, simples e genial.
Apanhado no twitter (tanx @fredericolucas, @pedroteich e @heldergoncalves)
Frente a ese hedonismo dominante, machacado en permanencia por la publicidad y los medios masivos de manipulación, los dirigentes socialdemócratas ya no se atreven a ir a contracorriente. Llegan incluso a convencerse de que no son los capitalistas los que se enriquecen con el esfuerzo de los proletarios, sino los pobres quienes se aprovechan de los impuestos pagados por los ricos... Piensan, como lo afirma el filósofo italiano Raffaele Simone, que "el socialismo sólo es posible cuando la desgracia sobrepasa en exceso a la dicha, cuando el sufrimiento rebasa con mucho el placer, y cuando el caos triunfa sobre las estructuras"
Ignacio Ramonet, do editorial da edição espanhola do Le Monde Diplomatique. Completo aqui.
o final da noite política nas televisões passou-se a falar da "lei da rolha" do PSD e dos outros partidos (SICN), de futebol (RTPN) e de bullying (TVI24). Será que houve pressão?
A Lusa/JdeN noticia que a "Lei que limita subsídio de desemprego entra em vigor "ainda este ano"", citando Helena André. Além das diferentes velocidades das decisões políticas é de notar o newspeak da notícia: "Todas as medidas que permitam apoiar os desempregados a voltar ao mercado de trabalho são, para o Governo, objectivo prioritário", incluindo contornar o salário mínimo nacional. Não é bem como diz Teixeira dos Santos " novas regras para as pessoas que estão em casa a receber subsídio de desemprego" é, para Helena André, "activar as pessoas que estão no desemprego".
Está no Programa do Governo e no PEC, mas...
A tributação das mais-valias mobiliárias só vai avançar quando a conjuntura económica melhorar. Depois de uma reunião extraordinária de Conselho de Ministros, ontem [sábado], que durou três horas, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, adiantou que a medida será posta em prática mas depende do cenário financeiro do país. "Não tenho qualquer problema quanto à data em que possamos iniciar esta tributação, desde que haja um quadro financeiro que esteja relativamente estabilizado", disse.
Ainda não almocei, e passei a noite a pé, graças à irritação do estômago do ganapo, ou graças ao ovo do almoço de ontem ou graças ao Actimel do lanche... Curioso, ou não, foi ter-me tenha lembrado daquele concerto (com maçãs) de Matthew Herbert na Casa da Música, aí pelos idos de 2005. Um concerto - da tournée de "Plat du Jour" - que além do som de maçãs a serem trincadas foi feito com outros samplers - e com cheiros - de um cozinhado que era feito ali, em palco. É curioso. Continuo é sem fome, pois a memória da noite passada é mais fresca, por assim dizer.
Depois de a líder do PSD ter considerado exemplar a liberdade de expressão na Madeira quando comparada com a do continente e depois de o cabeça-de-lista para o Parlamento Europeu se ter abstido de criticar Berlusconi no mesmo lugar onde denunciou a falta de liberdade de expressão em Portugal, e isto ter sucedido com elogios, sorrisos, o beneplácito dos principais comentadores e militantes do PSD, e das bases, não me leva a dizer que existe um caso lei da rolha no PSD. O que existe é um padrão.
E se, como se adivinha, aquilo que foi aprovado em congresso venha agora a ser "desaprovado" pelos "notáveis" nos gabinetes da sede nacional, mais estampado fica esse padrão.
Ler sobre o assunto: Em defesa da cortiça
Qual a diferença entre o conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca?
A diferença básica é que uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar - muito embora Jorge Luis Borges, em seu livro Ficções, tenha criado um personagem, Funes, cuja capacidade de memória era infinita. Já a internet é como esse personagem do escritor argentino, incapaz de selecionar o que interessa - é possível encontrar lá tanto a Bíblia como Mein Kampf, de Hitler. Esse é o problema básico da internet: depende da capacidade de quem a consulta. Sou capaz de distinguir os sites confiáveis de filosofia, mas não os de física. Imagine então um estudante fazendo uma pesquisa sobre a 2.ª Guerra Mundial: será ele capaz de escolher o site correto? É trágico, um problema para o futuro, pois não existe ainda uma ciência para resolver isso. Depende apenas da vivência pessoal. Esse será o problema crucial da educação nos próximos anos.
Entrevista de Umberto Eco, no renovado Estadão, sobre livros, memórias, raciocínios, a internet, Dan Brown, o riso, a organização dos livros...
que Cavaco escrevia de novo o artigo da "má moeda", era expulso?
A proposta partiu de Pedro Santana Lopes que decidiu trazer ao Congresso do partido em Mafra uma proposta de alteração de Estatutos. Esse documento falava muito da questão da segunda volta na eleição do líder, que acabou por centrar atenções e a discussão. Mas o documento também altera as sanções internas e as medidas disciplinares a aplicar a militantes do partido. E é aqui que surge a polémica proposta. Santana propôs alterar o artigo 2, sobre "normas sancionatórias", de forma a que quem violar a norma sobre lealdade ao programa e estatutos do partido, "especialmente quando a mesma se consubstanciar na oposição às directrizes do partido do período de sessenta dias anterior à realização de actos eleitorais nos quais o PSD se apresente ou apoie candidatura". Um lider defende a regionalização antes das eleições, e se alguém o criticar isso é uma infracção grave; o partido defende a aprovação do Orçamento de Estado e quem se mostrar discordante incorre numa infracção grave. Santana Lopes não diz que sanções devem ser aplicadas, mas a sua proposta, ao considerar as referidas violações uma infracção grave, remete para um artigo dos Estatutos do partido que prevê como sanção para quem incorrer em violação estatutária medidas como: "expulsão, suspensão da qualidade de membro do partido, suspensão da capacidade de ser eleito pelo partido". Pormenor para quem se interessar: a proposta de Pedro Santana Lopes foi hoje aprovada por mais de dois terços dos congressistas.
um mês depois depois da manif. Todos pela Liberdade.
O congresso do PSD começou por condicionar entrada de bloggers e acabou a sancionar críticas.